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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Folha de São Paulo: empresa investigada pela CGU fez doação de R$ 100 mil para campanha de Maranhão em 2006 ao governo do Estado

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, edição de ontem, traz informação que empresa envolvida com desvio de dinheiro público através da Fundação Nacional de Saúde, que está sendo investigada pela Controladoria Geral da União, doou R$ 100 mil para campanha do senador José Maranhão (PMDB) ano passado. Confira trechos da matéria:
"O empresário Laert José Oliveira de Freitas disse que o presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Danilo Forte, autorizou e acompanhou pagamentos à sua empresa julgados irregulares pela Controladoria Geral da União. Em relatório obtido pela Folha, a CGU já apontou prejuízo de cerca de R$ 1 milhão em um contrato de fevereiro de 2006, assinado sem licitação, com a Engesoftware Consultoria de Sistemas, a empresa de Freitas. O rombo, porém, pode ser maior porque a Engesoftware foi contratada mais duas vezes pela Funasa, também sem licitação, e recebeu de fevereiro de 2006 a agosto deste ano R$ 16,7 milhões (em valores brutos). A Engesoftware doou em 2006 R$ 100 mil à campanha do senador José Maranhão (PMDB), candidato ao governo da Paraíba e um dos caciques do partido com ingerência na Funasa. Foi a única doação da Engesoftware nas últimas três eleições. Maranhão indicou o coordenador regional da Funasa na Paraíba, Tião Gomes, que tomou posse em outubro.
"...O contrato manteve a contração de 90 funcionários [da Engesoftware]. Não houve aumento de pessoal, mas de qualidade [técnicos com salários maiores]. Por isso, houve o acréscimo de 25%", disse. Freitas nega que a doação de R$ 100 mil da Engesoftware para campanha do senador José Maranhão (PMDB-PB), em 2006, tenha ligação com os contratos da empresa com a Funasa. Via assessoria, o senador informou que não comentará nem a doação à sua campanha, nem a nomeação de seu aliado Tião Gomes, que não conseguiu se reeleger para Assembléia em 2006, para a coordenação da Funasa na Paraíba.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Requerimento complica situação de Maranhão no Conselho de Ética do Senado

Deu zebra. Quer dizer, deu gado. O requerimento, de autoria do deputado Ricardo Barbosa (PSDB), foi aprovado pela unanimidade dos 22 parlamentares presentes à seção da Assembléia Legislativa, inclusive da oposição, desta terça-feira (06.11). E solicita que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal abra processo para investigar a vertiginosa evolução patrimonial de José Maranhão (PMDB) no período em que ele esteve à frente do Governo do Estado. So que, desde a semana passada, o Conselho de Ética do Senado já tem protocolada uma denúncia da Andar (Associação Nacional de Defesa da Administração e do Erário Públicos, do Meio Ambiente, do Consumidor e do Cidadão) sobre o mesmo tema.
A entidade nacional aponta irregularidades nas declarações de bens do senador paraibano e questiona as razões para o expressivo crescimento de seu patrimônio quando exercia o governo na Paraíba. Já a Assembléia Legislativa questiona pontos até hoje não esclarecidos pelo ex-governador e atual presidente da Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional. Em 2006, foi registrada em sua declaração de Imposto de Renda a aquisição de 28.290 cabeças de gado. Quatro anos antes, não havia uma sequer. Além do mais, em 1998, o patrimônio declarado do senador era de R$ 1,8 milhão. Doze anos depois, chegou a R$ 23 milhões, com a inclusão do numeroso rebanho adquirido em apenas quatro anos.
De acordo ainda com Ricardo Barbosa, a situação se complica ainda mais por o senador não atribuir nenhum valor aos animais declarados e supostamente existentes.